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É verdade que trabalhar como freelancer é algo cada vez mais comum. Seja por escolha ou por necessidade, profissionais de várias áreas estão seguindo esse caminho e se lançando na vida de trabalhador independente.

No entanto, como acontece com todos os desafios, começar nem sempre é tão simples.

Por isso, preparamos dicas valiosas sobre como dar os primeiros passos para se tornar um freelancer – e, é claro – ter sucesso nessa empreitada.

Analisando a atual conjuntura do país e mesmo os modos de trabalho existentes em alguns países desenvolvidos, nota-se que existe uma tendência ao home office, à flexibilização dos horários e à contratação de prestadores de serviços por parte das empresas.

No Brasil, o cenário de crise econômica forçou muitos profissionais a enveredar por essa via.

Embora alguns simplesmente decidem trabalhar como freelancer, outros encontraram nessa rota uma oportunidade de driblar um mercado de trabalho desfavorável.

Se você tem dúvidas sobre o ônus e o bônus de ser CLT ou PJ, já falamos especificamente sobre isso neste artigo.

Primeiros passos para trabalhar como freelancer

“Freelancer” é como é chamado o profissional que trabalha de modo independente, exercendo a sua atividade sem vínculo empregatício.

É verdade que em muitas profissões isso é bastante comum, mas em outras até pouco tempo atrás era bem raro. O fato é que o termo é genérico e se refere a várias áreas de atuação.

Hoje em dia, são comuns os casos de “freelas” da tecnologia de informação, do design, da comunicação, da arquitetura e etc.

De qualquer forma, para quem não é de um setor no qual esse seja o caminho mais óbvio (que é o caso dos “profissionais liberais”, como médicos, dentistas e engenheiros, por exemplo), algumas dicas são importantes para começar. Confira!

Invista no currículo e no networking

Em primeiro lugar, é preciso entender que o modo de apresentação e de divulgação da experiência profissional conta mais para quem deseja trabalhar como freelancer.

Isso significa que você deve caprichar no currículo, tentar fugir do básico e, dependendo da área, investir em um bom portfólio. Ter um site para divulgar o trabalho é uma ótima forma de se apresentar, além de ser um meio através do qual os clientes podem chegar até você.

Contudo, a melhor maneira de encontrar boas oportunidades é, sem dúvidas, ter contatos na área.

O networking é fundamental para receber indicações já que, como é sabido, na maioria dos ramos de atuação o famoso Q.I. (de “quem indica”) conta mais do que qualquer outro atributo.

Se ativar os seus contatos não for suficiente, não dá para esperar por trabalhos de braços cruzados. Um freelancer precisa ser pró-ativo para prospectar clientes.

Pode até ser que você não possua uma super veia empreendedora, mas “bater na porta” de empresas nas quais já trabalhou ou contatar organizações que você sabe que contrata serviços é um ótimo começo.

As plataformas de trabalho para profissionais independentes também podem ser um modo de dar um start e começar a trabalhar como freelancer.

Os valores praticados costumam ser bem abaixo do ideal, mas é a saída para quem tem dificuldades no início ou não possui experiência suficiente.

Leve a sua atividade a sério

Além da qualidade do que se entrega, o comprometimento com as responsabilidades assumidas é uma das características mais valorizadas em um freelancer.

Cumprir prazos e levar a sério é essencial.Nesse sentido, não é recomendado cobrar abaixo do valor de mercado. Um preço baixo desqualifica o trabalho, por isso estipule um preço competitivo, mas não peça pouco demais.

Considere no cálculo os seus custos fixos com aluguel, internet, energia, etc. Depois de entender a necessidade do cliente, apresente uma breve proposta que contenha preço, forma de pagamento, prazos de entrega e descrição do trabalho a ser executado.

Mande por e-mail e peça uma confirmação. Isso demonstra a sua seriedade e garante a “contratação” do serviço.

Cuide das finanças

Provavelmente o principal ônus de quem escolhe trabalhar como freelancer é a instabilidade em relação aos ganhos. É preciso se organizar para gerenciar as finanças tendo uma renda variável.

Se você ainda não está afim de encarar esse desafio, é melhor começar as poucos. Manter o trabalho com carteira assinada antes de ser freelancer em tempo integral até a atividade engrenar pode ser uma saída.

Para garantir um mínimo fixo todo o mês como profissional independente, convém buscar serviços recorrentes. Faça propostas para clientes que precisam de serviços permanentes.

Com demandas fixas, o risco de não ter a mínima ideia de quanto você irá receber – ou de ganhar pouco demais – diminui significativamente.

Formalize o seu negócio

Se você pretende trabalhar como freelancer seriamente, a formalização é um passo fundamental do processo inicial da carreira.

Clientes bons sempre irão solicitar nota fiscal dos seus serviços e a melhor forma de tê-las é abrindo uma empresa.

Notas fiscais avulsas não valem a pena para quem atua como freelancer full time. Sobretudo ainda mais quando existe a possibilidade de ser Microempreendedor Individual (MEI) ou ter uma Microempresa (ME).

Se o seu trabalho se encaixar nas atividades permitidas para MEI, no início essa pode ser a melhor solução – até porque com o tempo é possível migrar de uma para outra.

MEI ou ME?

Como Microempreendedor Individual, você pode se registrar no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e emitir notas.

Porém, deve ter faturamento anual de no máximo R$ 60 mil (ou R$ 81 mil a partir de 2018) e não pode ter participação como sócio ou titular em outro negócio.

Uma das grandes vantagens é que, além de ser enquadrado no Simples Nacional, o MEI tem carga tributária reduzida e recolhimento único: valor fixo que varia de R$ 47,85 a R$ 52,85 por mês.

Por outro lado, a Microempresa possui uma estrutura mais robusta, e muitos profissionais que optam por trabalhar como freelancer recorrem a esse tipo de empresa. Ela comporta uma receita bruta bem maior – R$ 360 mil por ano (R$ 900 mil a partir de 2018).

No entanto, a sua formalização não é tão simples, já que depende de um contrato social registrado na Junta Comercial. As ME podem, porém, escolher o enquadramento tributário (Simples, Lucro Real ou Lucro Presumido) mais vantajoso.

Neste artigo, explicamos detalhadamente as diferenças entre os dois tipos de empresa.

Se você estiver pensando em trabalhar como freelancer, contar com um bom escritório de contabilidade para orientar as suas escolhas e assessorar o processo de formalização pode fazer toda a diferença.

Com as instruções corretas, você formaliza a sua atividade, abre um leque maior de oportunidades e evita dores de cabeça com a burocracia que precisa ser enfrentada como Pessoa Jurídica.

Desse modo, você pode focar no trabalho e investir toda a sua energia para ter sucesso como freelancer.

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