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Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a Osayk conversou com Alexandra Santos, diretora de Planejamento da agência EVCOM e consultora em gerenciamento de tempo e organização pessoal para que nos contasse um pouco de seus desafios e conselhos como empreendedora.

Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a Osayk conversou com Alexandra Santos, diretora de Planejamento da agência EVCOM e consultora em gerenciamento de tempo e organização pessoal para que nos contasse um pouco de seus desafios e conselhos como empreendedora.

“Sua postura diante da dificuldade é o que te faz mais ou menos competente”

Osayk – Alguns dias atrás uma pesquisa do Sebrae indicou que metade dos empreendedores em fase inicial de negócio são mulheres. Nesta semana em que comemoramos o dia da mulher, como você enxerga este dado? 

Alexandra Santos – Não vejo este dado com surpresa, afinal desde sempre muitas mulheres tiveram jornada dupla, mas nunca viram isso com um foco empreendedor, uma oportunidade de crescimento formal. Este dado só mostra que, finalmente, as mulheres começam a se posicionar profissionalmente e exigir respeito. Sou otimista de nascimento e creio que as próximas gerações de mulheres terão ainda mais sucesso e destaque no mercado de trabalho.

Osayk – Pode nos contar como começou a sua experiência como empreendedora e quais as maiores dificuldades que enfrentou? Acredita que o empreendedorismo para a mulher tem alguns obstáculos diferenciados ou não?

Alexandra Santos – Sempre fui empreendedora! Aos 12 anos já me oferecia para produzir cadernos das amigas na escola para fazer minha mesada (nunca tive dinheiro fixo mensal em casa, então, ao invés de ficar reclamando, achei um jeito de ganhar dinheiro). Aos 15 me ofereci na academia em que dançava para auxiliar a professora no balé infantil e por aí foi. Mesmo dentro da última agência em que trabalhei como funcionária, me destacava por enxergar oportunidades de negócios para meu chefe, oferecendo mais serviços aos clientes que atendia até que entendi que poderia crescer andando com minhas próprias pernas. Abri a EVCOM em junho de 2004 e de lá para cá errei muito, mas assumi minhas responsabilidades e procurei soluções. Passei apenas por uma situação nesses 12 anos empreendendo em que ser mulher foi decisivo para perdermos uma conta.

Osayk – Você é diretora de uma agência de comunicação, trabalha com gestão do tempo e ainda gere a sua casa e a sua vida pessoal. Sabemos que as mulheres acabam realizando uma série de tarefas quase que ao mesmo tempo, mas muitas vezes é complicado empreender e gerenciar tantas outras coisas. Como você faz e o que aconselharia para a mulher empreendedora que anda sobrecarregada?

Alexandra Santos – Dividir é a chave do sucesso. Eu sou casada com meu sócio e as tarefas são divididas igualitariamente. Conversamos e definimos o que cada um faz de melhor e assumimos nossas responsabilidades. Não quero o título de Mulher Maravilha. Ele não faz supermercado, mas cuida das contas da casa e por aí vai. Entendo que muitas mulheres são solteiras ou mães solteiras, e neste caso é importante buscar auxilio profissional. Escolher uma faxineira que possa também fazer a feira e deixar tudo lavando dá um adianto danado na vida. Avaliar uma lista de entregas delivery. Caso o filho já não seja um bebê, começar a dar tarefas que ele possa realizar, como retirar o lixo, lavar a louça do café. Também indico o uso da tecnologia como aliada. Faça um pé de meia (deixe de ir na manicure toda semana) e compre uma lava-louças, escolha peças de roupas que não precisem ser passadas. E por aí vai… Difícil é e sempre será, mas sua postura perante a dificuldade é o que te faz mais ou menos competente.

Osayk – Falamos de dificuldades e obstáculos eventuais para a mulher empreendedora, mas você acredita que há um lado positivo também? Existem características mais particulares ao gênero que ajudam a mulher a entrar no mercado e empreender? 

Alexandra Santos – Acho que a possibilidade de ser multitarefa oferece mais vantagens que prejuízos, cabe à mulher definir apenas um limite de coisas que consegue fazer por dia. É ser sincera com si mesma. A capacidade de administrar conflitos também é um ponto positivo da característica feminina.

Osayk – Finalmente, o que aconselha para as mulheres que gostariam de dar um passo a mais e iniciar um negócio próprio? O que sugeriria levando em conta a sua própria experiência? Existe alguma coisa que você mudaria nestes anos de empreendedorismo se tivesse maior conhecimento lá atrás?

Alexandra Santos – Não potencialize os problemas, mas sim a capacidade de solucioná-los. Desenhe bem sua agenda semanal, nomeie aliados e assuma suas fraquezas. Se você não é boa com números, por exemplo, procure um profissional para te ajudar. Outro dia estava pensando sobre o que faria de diferente e creio que muitas vezes eu dei um passo maior que minha perna por empolgação. Os anos de empreendedorismo me fizeram mais desconfiada. Hoje eu digo não muito mais que há uns 7 anos. Hoje eu pondero mais antes de responder. Hoje eu não pretendo ganhar uma discussão sempre. Hoje eu durmo mais, porque nenhum CNPJ vale um AVC!

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