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O que fazer com o dinheiro da recisão? 

Uma demissão não é uma circunstância desejada por ninguém. No entanto, quando ela ocorre, o melhor jeito é enfrentar a situação e encarando-a de frente. Como o trabalhador não terá receitas até conseguir uma nova fonte, é preciso reorganizar o orçamento e fazer um plano de ação. Além de cortar despesas supérfluas e reduzir alguns gastos, também é necessário se planejar com relação sobre o que fazer com o dinheiro da recisão do contrato de trabalho.

Muitos trabalhadores acabam se deslumbrando com montante que cai na conta corrente da noite para o dia. Porém, é preciso colocar os pés no chão. Todo empregado que foi demitido tem o desafio de não perder dinheiro e a melhor forma de fazer isso é através dos investimentos.

Para saber o que fazer com o dinheiro da rescisão e qual a melhor forma de investir, não deixe de conferir nossas dicas!

O que você recebe com a rescisão do contrato de trabalho?

A melhor resposta é: depende. Quem trabalha pelo regime da CLT pode ter o contrato de trabalho rescindido por diferentes motivos, o que impacta no valor total a ser recebido.

Assim, o empregado que é dispensado por justa causa, tem direito a receber o saldo de salário mais as férias simples e vencidas. Já o empregado que é dispensado sem justa causa, deve receber o aviso prévio proporcional, férias simples, férias vencidas em dobro, férias proporcionais acrescidas de 1/3, 13º salário proporcional e FGTS com a indenização de 40% do valor.

Vale destacar que nos casos de demissão sem justa causa, o empregado também tem direito ao seguro desemprego, cujas guias devem ser oferecidas pelo empregador, juntamente com as guias de levantamento do FGTS.

Recebeu o dinheiro da rescisão? Então, é hora de se organizar!

O dinheiro da rescisão, quando cai na conta do trabalhador, pode representar uma bolada. Porém, é importante não se iludir. Afinal, receber esses valores não significa que o trabalhador ficou rico da noite para o dia.

Para quem recebe o dinheiro da rescisão de um contrato de trabalho, as palavras de ordem são: organização e cautela. É preciso reorganizar o orçamento para tempos de “vacas magras” e, naturalmente, ter bastante cautela na hora de investir tais valores.

O dinheiro da rescisão, dependendo do tempo que o trabalhador atuou na empresa, pode representar valores de uma vida inteira. Por isso, o ideal não é sair gastando.

Ao receber o dinheiro, o primeiro passo é avaliar o orçamento. Quais são as despesas? Quanto você realmente gasta por mês? Existem custos que podem ser cortados, ao menos temporariamente? É preciso colocar tudo no papel e avaliar qual é o seu orçamento e qual a quantia mínima necessária para viver. Lembre-se que cortar despesas não significa necessariamente diminuir a qualidade de vida. Sempre existem opções.

Para quem vive com a família, o ideal é conversar sobre a situação e contar com a colaboração de todos na hora de diminuir os gastos da casa, por exemplo.

O valor da rescisão deve ser usado para as despesas básicas. Caso o trabalhador tenha prestações a serem vencidas, uma boa dica é antecipá-las, caso o pagamento adiantado gere um bom desconto.

Por fim, gastos supérfluos como restaurantes, entretenimento, roupas e outros devem ser avaliados com bastante cuidado. O ideal é economizar ao máximo, até ter uma nova fonte de renda.

Onde investir?

Depois de receber sua rescisão, o trabalhador não deve deixar o dinheiro parado em sua conta corrente. O ideal é separar um montante que cubra as suas despesas por pelo menos seis meses e realizar uma aplicação com alta liquidez.

Em outras palavras, o trabalhador deve investir esse valor em produtos financeiros com liquidez imediata, curto prazo e pouca flutuação. Fundos DI ou fundos de renda fixa, por exemplo, são uma boa opção.

Colocar esse dinheiro na poupança, ao contrário do que pensam muitos trabalhadores, não é um bom negócio. Isso porque, além do rendimento ter perdido para a inflação no ano passado, é preciso ter disciplina na hora de sacar os valores. Quando o saque é feito antes do aniversário da poupança, por exemplo, perde-se dinheiro.

A parte que não for utilizada para cobrir as despesas dos seis primeiros meses e ultrapassarem a renda necessária para viver um ano desempregado, podem ser aplicadas em outros tipos de investimento que contem com maior rentabilidade.

Caso o trabalhador possua dívidas, os valores que ultrapassam a renda de um ano, também podem ser utilizados para quitá-las.

Empreender: um caminho possível

Outra boa maneira de se investir o dinheiro da rescisão é abrindo o próprio negócio. Cada dia mais trabalhadores que ficaram desempregados optam por arregaçar as mangas e empreender.

Para quem não tem muita experiência na administração de empresas, um bom caminho pode ser o das franquias. Porém, não se engane. Ter uma franquia exige tanto trabalho quanto ter uma empresa normal. A diferença é que o franqueado conta com um suporte maior do franqueador e tem a segurança de atuar com uma marca que já possui reconhecimento no mercado.

Montando uma empresa ou abrindo uma franquia, o trabalhador terá que se deparar com algumas questões burocráticas que envolvem a formalização do negócio. Escolher o tipo de empresa, o regime de tributação, preparar a papelada, registrar o contrato social na Junta Comercial, entre outras medidas, são necessárias para abrir qualquer negócio. Assim, caso o trabalhador não tenha nenhuma experiência no assunto, vale a pena contar com o auxílio de um contador.

Pensando em abrir uma empresa? Confira o passo a passo!

Embora a demissão não seja uma situação desejada por muitos, é possível aproveitá-la para fazer mudanças e boas transformações. Em outras palavras, com um limão é sempre possível fazer uma bela limonada. O segredo, no entanto, é fazer um bom planejamento e ficar de olho nas boas oportunidades.

Caso já tenha se decido por abrir sua empresa e precise de mais informações preencha o formulário abaixo que ajudamos você a encontrar um consultor:


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