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Investidor-anjo: quando vale a pena (e quando não vale)

Ficar somente com uma fatia de um bolo que pode crescer ou garantir o bolo inteiro assumindo mais riscos sozinho: essa é uma das dúvidas mais comuns entre os empreendedores.

Ao analisar a viabilidade de um investimento, a equação é, contudo, mais complicada do que isso.

Por isso, este artigo tem o objetivo de ajudar o empresário a entender os prós e contras de ter um investidor-anjo.

Muitos empreendedores conseguem começar as suas atividades com pouco dinheiro, mas, em um determinado momento, se dão conta de que precisam de capital para fazer a empresa crescer.

Essa é a realidade de grande parte das startups que entram no mercado com todo gás, porém, tem o seu desenvolvimento atrelado à necessidade de investimentos.

O aproveitamento do potencial de muitos negócios embrionários depende da conquista de recursos. Visto que nem sempre o empréstimo bancário é uma opção viável, os empreendedores acabam buscando fundos de venture capital ou um investidor-anjo.

Para entender o que é um investidor-anjo e quando vale ou não a pena contar com esse tipo de investidor, continue conferindo o post!

 

Como funciona esse tipo de investimento

É chamado de “investidor-anjo” a pessoa física que faz investimentos em startups utilizando o próprio capital. O investidor-anjo normalmente é um executivo com experiência no mercado.

Em função da bagagem adquirida durante a carreira, ele costuma ter uma visão estratégica e sabe identificar boas oportunidades para os negócios.

Os recursos acumulados por esse investidor irão servir para auxiliar empresas recém constituídas a crescerem.

Contudo, além do aporte financeiro, que neste caso pode não ser tão expressivo, o investidor-anjo também contribui para o desenvolvimento do negócio utilizando o seu know-how e networking.

Em contrapartida, ele fica com uma fatia da empresa e passa a ter participação na sociedade, conforme acordado em contrato.

Ou seja, o empreendedor abre mão de uma parte da empresa em troca de capital e suporte. Normalmente, a participação cedida ao investidor varia entre 15% e 30% em cada rodada.

Para saber mais sobre quem é o investidor-anjo e como encontrar um, você pode ler este artigo.

 

Mudanças recentes na lei

Se antes a legislação trazia responsabilidades que inviabilizam muitos investimentos, a nova lei do Simples Nacional deixou a situação mais favorável para os investidores-anjo.

A Lei Complementar Nº155 trouxe mais proteção para esse tipo de aporte de capital.

No contexto atual, os investidores já não se tornam sócios sem que participem da administração dos negócios.

Além disso, eles também não serão responsabilizados por eventuais dívidas da empresa – mesmo que haja desconsideração da personalidade jurídica.

Outra importante mudança é o fato de que as empresas que recebem o investimento permanecem no Simples Nacional e, sendo assim, o valor do aporte não é tributável. Falamos mais sobre esse e outros aspectos da nova legislação aqui.

Você sabe o que mudou com o novo Simples Nacional? Veja esse post sobre o assunto! 

 

Vantagens de ter um investidor-anjo

Como já mencionamos, pelo menos de acordo com o papel que ele tem no Brasil, o investidor-anjo não investe apenas dinheiro.

Diferentemente de outras modalidades de investimento, nesse caso as empresas se beneficiam também por outros fatores que compõem um “capital intangível”.

Um investidor-anjo também investe:

  • Tempo, dedicando dias, horários, ainda que remotamente, ao bom desempenho do negócio;

  • Dedicação, envolvendo esforço pessoal para fazer a startup crescer;

  • Know-how, já que devido à sua experiência anterior, pode ajudar a empresa a não cair em erros que já aprendeu a superar;

  • Networking, pois como o investidor-anjo costuma ser uma pessoa do mercado, pode conectar pessoas e soluções interessantes para o negócio;
  • Mentoria e aconselhamento, à medida que vão surgindo situações e decisões importantes para o negócio;

  • Suporte aos empreendedores.

Além disso, ele também pode contribuir com mercado e infraestrutura. Se o negócio precisa desse tipo investimento, o investidor-anjo certamente poderá contribuir – e muito – para a aceleração da empresa.

É importante notar que o investidor-anjo colabora e se compromete justamente por ter entrado no negócio, o que é bem diferente do que contratar uma consultoria, por exemplo.

Se o investidor-anjo decide investir em um negócio, ele certamente acredita no projeto e tem condições de ajudar a fazer a empresa crescer – afinal, ele também será beneficiado quando isso acontecer.

Sócios: saiba quando ter e como escolher

 

Quando vale a pena?

Além disso, por mais que possa parecer pouco vantajoso para os empreendedores abrir o capital da empresa quando os negócios vão bem, alguns especialistas defendem que esse seria o melhor momento para ter um investidor-anjo.

Esse tipo de investimento seria ideal para startups que já se posicionam bem no mercado, geram caixa suficiente para manter o negócio e têm boas perspectivas.

Isso porque o investidor-anjo ajuda a subir o valuation da empresa e “empresta” o seu nome para agregar valor à imagem do negócio.

De qualquer modo, a decisão de abrir mão de uma parte da empresa só faz sentido quando se o capital aportado realmente proporcionar uma aceleração no crescimento da empresa.

 

Quando não vale a pena ter um investidor-anjo

Quando levanta capital de terceiros, o empreendedor assume a responsabilidade de ganhar dinheiro para os seus investidores.

Na verdade, a partir desse momento, os investidores tornam-se uma preocupação a mais para o empresário – que já se preocupa com clientes, colaboradores e fornecedores.

Por essa e por outras razões, há situações nas quais o investidor-anjo pode não ser a melhor solução para os negócios. Alguns exemplos de quando não vale a pena:

  • Quando a startup está precisando de um investimento com foco apenas em dinheiro;

  • Quando o empreendedor não está disposto a ser flexível e receber o suporte oferecido pelo investidor-anjo;
  • Se a diluição a qual a empresa terá que se submeter na rodada inicial de investimento for muito grande – nesse caso, há de se avaliar se vale a pena aceitar a proposta. Além de afetar a motivação do empreendedor, a diluição excessiva pode impedir que haja uma segunda rodada de investimento;
  • Se há uma diluição inicial de 51%, dificilmente irá existir espaço para outro investidor na jogada – e isso diminui as possibilidades de o negócio alcançar o sucesso. Do mesmo modo, aceitar um valor muito baixo para uma participação considerável do investidor-anjo também não vale a pena;
  • No entanto, levantar muito dinheiro pode prejudicar os negócios, pois a empresa passa a valer muito mais e é mais difícil sustentar o valuation.

De qualquer modo, é importante destacar que o capital levantado em um investimento deve ser aquele necessário para acelerar o crescimento da empresa.

E, para que isso aconteça, o empreendedor precisa saber quanto precisa e onde irá utilizar os recursos.

 

Você pensa em ter um investidor-anjo?

Para isso, é importante que sua empresa esteja devidamente legalizada. Você já realizou a abertura de sua empresa? Se ainda não, confira o passo a passo de abrir sua empresa neste artigo.

É importante que sua empresa também possua todos os dados financeiros bem claros e organizados, pois isso é um pré-requisito fundamental para atrair investidores.

Além disso, você precisa estar em dia com as obrigações fiscais, contábeis e previdenciárias em sua empresa. Você já possui um contador para ajudá-lo nesse sentido? Descubra o que pode acontecer se você ficar sem um contador.

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