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Para entender melhor sobre quem são e como encontrar os investidores anjo, além de compreender as mudanças trazidas pela nova legislação para o universo das startups, confira!

Uma das principais características das startups é a atuação dentro de um modelo de negócios inovador. Em razão dessa peculiaridade, ao entrarem no mercado, as startups contam com desafios diferentes de uma empresa tradicional. Muito além do lucro, essas empresas precisam conquistar o mercado, provando que seus produtos e serviços, de fato, agregam valor.

Por não visarem o lucro imediato, as startups precisam de um tempo maior de maturação como negócio e o capital de investimento acaba se tornando uma questão de viabilidade e também sobrevivência. Para que muitas dessas empresas possam sair do papel e se desenvolverem, a presença de um investidor acaba sendo fundamental. Por isso, no cenário do empreendedorismo e da inovação, a figura do investidor anjo se tornou uma constante.

A legislação, no entanto, criava uma série de entraves para o desenvolvimento do mercado das startups no Brasil, bem como, dificultava a atuação dos investidores anjos. Porém, com a edição de uma nova lei complementar em 2016, esse cenário tende a mudar de forma drástica.

Para entender melhor sobre quem são e como encontrar os investidores anjo, além de compreender as mudanças trazidas pela nova legislação para o universo das startups, confira!

Quem é o investidor anjo

Os investidores anjo costumam ser empreendedores ou executivos com grande experiência no mercado e que contam com uma boa visão estratégica, sabendo identificar boas oportunidades de negócios. Além da experiência, esses investidores contam com um bom capital próprio acumulado que servirá para auxiliar empresas embrionárias a se desenvolverem. Mais do que realizar aportes financeiros, os investidores anjo apostam na concepção do negócio, utilizando sua experiência e networking para contribuir com o surgimento e a evolução do negócio.

Por essas características, o investidor anjo conta apenas com uma pequena participação no quadro societária da empresa e não assume qualquer função administrativa ou diretiva. Ele age como um consultor interno, aplicando recursos financeiros e conhecimentos com o objetivo de direcionar o negócio.

Como achar um investidor anjo

Muitas empresas como Google, Buscapé e até a Apple já utilizaram os investidores anjo como uma estratégia para o desenvolvimento de negócios. Esse tipo de investimento é uma prática bastante comum em diversos países do mundo e que vem ganhando espaço no Brasil.

Para encontrar um investidor anjo por aqui, o principal recurso é buscar as instituições especializadas. A Anjos do Brasil e Endeavor, por exemplo, oferecem suporte para conectar potenciais investidores a projetos de negócios e são bastante reconhecidas no mercado.

Outra via eficiente na hora de conectar anjos e empreendedores é uma boa rede de networking.

Mudanças na legislação

O investimento anjo promove uma série de benefícios para a macroeconomia de um país. Como ele potencializa o surgimento de empresas inovadoras, o investimento anjo acaba trazendo boas perspectivas para o desenvolvimento da economia e do mercado.

Porém, embora esse tipo de investimento promova impactos positivos, as estruturas societárias existentes na legislação acabavam trazendo responsabilidades e atribuições que inviabilizavam muitos investimentos anjo no Brasil.

Com a edição da Lei Complementar 155/2015 que entrou em vigor no ano passado, algumas regras mudaram, trazendo mais proteção ao investidor anjo e a este tipo de aporte de capital. Com a nova legislação, tanto pessoas físicas quanto jurídicas que optem por investir em empresas não serão consideradas sócias sem que haja a participação na gerência da empresa, ou ainda, o voto da administração do negócio.

Outra novidade trazida pela lei diz respeito à responsabilização desses investidores. Com as alterações, os investidores anjo não respondem sobre eventuais dívidas da empresa, mesmo nos casos de recuperação judicial. Mesmo nos casos onde haja a desconsideração da personalidade jurídica, os investidores anjo não podem ser considerados com responsáveis indiretos por eventuais dívidas.

A nova lei também traz benefícios fiscais para a esse tipo de investimento, à exemplo do que ocorre em outros países. Com a nova lei, as empresas que recebem aporte do investidor permanecem no sistema do Simples Nacional e o investimento não configura como receita tributável, como ocorria antes.

O aporte de capital, portanto, não integra o capital social da empresa e deve contar com finalidades específicas, que ficarão determinadas em um Contrato de Participação com vigência não superior a 7 anos.

O investidor anjo também deve ser remunerado pelos seus aportes em um prazo máximo de cinco anos. Ao final de cada ano fiscal, o investidor anjo tem direito à distribuição de lucros, conforme o Contrato de Participação, que não poderá ser superior a 50% dos lucros da empresa.

Com as mudanças trazidas pela legislação, o Brasil dá um passo importante para viabiliza esse tipo de investimento, garantindo que diversas empresas que atuam no âmbito da inovação possam se tornar viáveis. O mercado ganha novas possibilidades e a economia boas perspectivas de crescimento.

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