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Você sempre quis empreender e agora está há um passo de ter seu próprio negócio. No entanto, faltam muitas informações e as dúvidas não param de surgir.

Qual o melhor tipo de empresa para a minha ideia? Qual regime tributário devo escolher? Preciso contratar um profissional especializado para montar minha empresa? Sou um profissional que empreende de forma autônoma, mesmo assim devo montar uma empresa? Os questionamentos são vários, não é mesmo?

Se você pertence à classe dos “eupreendedores”, ou seja, daqueles empreendedores que atuam praticamente em carreira solo, esse post pode te ajudar com algumas questões. Se você está na dúvida se o Microempreendedor Individual ou a Microempresa são as melhores opções para você, vale a pena conferir!

Quando optar pelo MEI

Provavelmente você já deve ter ouvido falar sobre empreendedores que atuam por conta própria, ou mesmo profissionais autônomos, que regularizaram a sua situação através do MEI.

A figura do Microempreendedor Individual possui uma série de vantagens para esses profissionais, pois através do MEI é possível contar com um CNPJ, emitir notas, além de ter uma carga tributária bastante reduzida.

 Além disso, o processo de formalização da empresa é bastante simples e boa parte do procedimento é feito online através do Portal do Empreendedor.

Assim como no caso das Microempresas, o MEI também recolhe tributos através do Simples Nacional. No entanto, o Microempreendedor Individual é isento dos tributos federais, tais como IRPJ, PIS, Cofins, IPI e CSLL.

Por conta dessa carga tributária reduzida e do sistema de recolhimento único, a gestão contábil do MEI muito simples e dispensa a contratação de um contador.

Embora, seja muito fácil de se formalizar como MEI e esse modelo de empresa seja bastante vantajoso para profissionais que empreendem e atuam por conta própria, não é qualquer atividade que poderá se enquadrar como MEI.

Assim, antes de tomar de escolher entre esse modelo de empresa ou o ME, vale a pena dar uma checada em quais atividades autorizam a regularização do seu negócio através do MEI.

Outro ponto que merece reflexão antes de você tomar a sua decisão diz respeito à questão do faturamento. Inicialmente para ser MEI era necessário ter um faturamento máximo de R$ 60 mil por ano. Atualmente, com a edição da Lei Complementar 155/16, esse limite foi alterado passando para R$81 mil anuais.

Obviamente, muitos empreendedores quando começam um negócio não sabem qual a perspectiva exata de se faturar em um ano. No entanto, pelos dados de mercado é possível saber qual a sua capacidade. Dificilmente uma empresa que conta com uma equipe de mais de um funcionário, por exemplo, se manterá no limite enxuto do MEI.

Por isso, vale a reflexão, antes de optar pelo modelo de empresa.

Posso mudar de MEI para ME caso meu faturamento aumente?

É possível também que o empreendedor comece seu negócio como MEI e, ao perceber que seu faturamento está aumentando, passe para ME. Esse procedimento de migração é relativamente simples e pode ser feito sem grandes dores de cabeça.

Por fim, mais uma questão que merece reflexão antes de decidir ou não pelo MEI diz respeito à contratação de funcionários.

Se o seu negócio é tão pequeno que não será necessário contratar mais do que um funcionário, o MEI pode ser uma boa alternativa para você. Porém, caso você precise de uma equipe, certamente esse modelo de empresa não é o mais indicado.

De forma resumida, ser MEI é uma boa opção para você, caso:

  •       Você realize algumas dessas atividades aqui;
  •       Sua perspectiva de faturamento não seja superior a R$ 81 mil/ano;
  •       Seu negócio não precise contratar mais do que um funcionário;

Quer migrar seu MEI para ME? Descubra como clicando aqui!

Quando escolher a ME

As Microempresas (ME) contam com uma estrutura mais robusta do que o MEI, a começar pelo faturamento.

Antes da Lei 155/16 esse limite anual de faturamento era de R$ 360 mil, no entanto, com as alterações promovidas pela legislação, assim como o MEI, o limite de faturamento da Microempresa também foi ampliado.

O processo de formalização de uma ME também é um pouco mais burocrático, na medida em que o empreendedor precisa de um contrato social que deve ser registrado diretamente na Junta Comercial.

Outra questão importante das Microempresas é o enquadramento tributário. As ME podem escolher o regime do Simples Nacional, do Lucro Real ou Lucro Presumido, porém dependendo do tipo do negócio e da sua estruturação, um regime pode ser mais vantajoso do que o outro.

Neste sentido, vale sempre contar com a assessoria de um bom contador para verificar qual o melhor regime de tributação para a sua empresa.  

Vale destacar que, quando uma ME opta pelo Simples Nacional, o recolhimento dos impostos embora seja feito de forma única, engloba todos os tributos federais.

Qual é o valor em impostos que deve ser pago?

Neste caso para calcular a quantidade de impostos que devem ser pagos pela empresa, será necessário checar a tabela do SIMPLES para verificar qual a faixa de receita dos últimos 12 meses para verificar o percentual de alíquota que será aplicado.

De forma resumida, a ME pode ser uma boa opção para você, caso:

  •       Sua empresa seja pequena, mas tenha um faturamento bruto anual de até R$ 360 mil;
  •       Você precise contratar uma equipe pequena para o seu negócio funcionar;

Independentemente do ramo ou da área, empreender não é uma atividade fácil. Por isso, não deixe de contar com a assessoria de profissionais qualificados que podem oferecer um excelente suporte para o seu projeto.

Mesmo que a autonomia seja a filosofia de vida de muitos empreendedores que atuam em ME’s ou MEI’s, vale a pena contar com que entende do assunto, especialmente na hora de tomar decisões.

Você já conhecia os critérios para se tornar ME ou MEI? Tem dúvidas? Deixe seus comentários abaixo! Precisa de uma assessoria para começar o seu negócio e montar a sua empresa? Saiba mais clicando aqui!

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