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Para saber um pouco mais sobre como funciona o capital de giro, controlá-lo e evitar riscos para o seu negócio, elaboramos esse post. Confira como você pode assegurar maior sustentabilidade para a sua empresa! Você já parou para refletir se o seu Plano de Negócio prevê uma quantia que seja suficiente para manter a empresa funcionando por um tempo, até que o seu negócio esteja maduro? E na sua planilha de investimentos, constam esses valores?

Boa parte dos empreendedores se preocupa com investimentos em infraestrutura, reservando parte do capital para a aquisição de móveis, maquinários, computadores, entre outros. Porém na hora de manter uma reserva de capital para que o negócio continue funcionando, é comum que muitos não deem a devida importância a esse montante. Empresas que não possuem ou não controlam o chamado capital de giro costumam se endividar e, nos piores casos, até quebrar.

Para saber um pouco mais sobre como funciona o capital de giro, controlá-lo e evitar riscos para o seu negócio, elaboramos esse post. Confira como você pode assegurar maior sustentabilidade para a sua empresa!

O que é o capital de giro?

Capital de giro é o montante de recursos necessários para que uma empresa possa desempenhar suas funções, mesmo que não existam recebimentos suficientes para que ela gire. São, portanto, os bens que a empresa possui e que podem ser transformados em capital dentro de um curto prazo para garantir a sustentabilidade do negócio. Esses podem ser dinheiro em caixa, saldo em conta bancária, mercadorias, aplicações financeiras, entre outros.

A quantia ideal de capital de giro de cada empresa varia conforme o tamanho, o setor de atuação e até a sazonalidade.

Em termos contábeis, o capital de giro, ou ativo circulante, como é chamado pelos contadores, é o resultado do dinheiro que a empresa possui disponível menos o que deve ser utilizado para pagar todas as dívidas, sejam elas decorrentes de despesas fixas, gastos necessários para a prestação de serviços ou comercialização de produtos, entre outros extras.

Por que controlar o capital de giro?

A importância de se controlar o capital de giro de um negócio está relacionada a sua sustentabilidade. Empresas que administram bem esse ativo conseguem se manter ativas e competitivas no mercado por mais tempo. Porém, este não é o único benefício.

O controle do capital de giro possibilita que a empresa ofereça melhores condições de venda a prazo para os seus clientes, aumentando a competitividade no mercado. Com o monitoramento adequado desse ativo, o empreendedor sabe em quanto tempo pode gerenciar seus recebimentos, sem que isso prejudique financeiramente seu negócio.

Da mesma forma, quem controla o capital de giro sabe o melhor momento de comprar, além de conseguir manter suas necessidades operacionais sem tantos riscos.

Por fim, sua administração adequada possibilita que a empresa pague as contas em curto prazo, e, ainda, mantenha o caixa positivo, além de equilibrar as contas do ativo e do passivo do negócio. Somente com esse controle é possível gerenciar melhor o lucro, facilitando investimentos e melhorias no futuro.

Alguns sinais que podem afetar o capital de giro também devem ser monitorados pelo empreendedor, a fim de garantir a integridade desse recurso e evitar problemas para a empresa. Queda nas vendas, aumento da inadimplência e aumento de despesas financeiras e operacionais são questões que devem ser sempre avaliadas e contidas para evitar que o capital de giro fique comprometido.

Como calcular o seu capital de giro?

Como explicamos, a quantidade necessária de capital de giro para cada empresa varia, dependendo de diversos fatores. No entanto, utilizando uma fórmula simples o empreendedor já tem um parâmetro para iniciar o seu controle.

As contas do caixa e o montante disponível no banco são os recursos mais importantes para o cálculo do capital de giro, uma vez que ficam disponíveis de forma imediata para a empresa. As contas a receber também devem ser computadas, uma vez que estes recursos vão fazer parte do caixa após certo período de tempo. O valor do estoque também é um item importante, pois estes valores envolvem grande investimento financeiro e suas modificações estão diretamente ligadas ao mercado consumidor. Se o estoque aumenta muito, por exemplo, o empreendedor precisa ficar atento. As chamadas “queimas de estoque” tão comuns no comércio nada mais são do que mercadorias vendidas com descontos atraentes, a fim de criar maiores recursos para a empresa. Para evitar dívidas, no entanto, às vezes é necessário vender produtos do estoque abaixo do custo, o que significa um prejuízo para a empresa, por exemplo.

Para controlar o chamado “capital de giro líquido”, o empreendedor deve colocar em uma coluna todo o seu ativo circulante que, como explicamos, são caixa da empresa e do banco, contas a receber e recursos que podem ser transformados em capital em curto prazo.

Em outra coluna, deve elencar os gastos relativos ao passivo circulante, que são as despesas que a empresa assume para funcionar. Aqui entram gastos com impostos, contas a pagar, gastos com fornecedores, empréstimos, entre outros.

A soma dessas colunas resulta em dois valores, o total do ativo circulante e o do passivo circulante. A diferença entre o total desses dois é o que representa o capital de giro líquido.

Quem deve controlar o capital de giro?

Como se trata de um capital importante para a empresa e seu fluxo de caixa, o ideal é ter um administrador financeiro ou mesmo uma pessoa designada para essa função. Um bom serviço contábil também auxilia na administração do capital de giro, uma vez que o contador conta com dados e relatórios importantes relativos ao recolhimento de impostos e folhas de pagamento, por exemplo. Se você quiser dicas sobre como contratar um bom serviço contábil, confira este post.

Por meio do acompanhamento do capital de giro, outros sócios e gestores têm mais segurança para tomar decisões importantes relacionadas ao dia a dia da empresa, que vão desde maior concessão de prazos para clientes, queima de estoque, admissão e demissão a investimentos em melhorias.

E você, tem dúvidas sobre como calcular e controlar o capital de giro da sua empresa? Deixe seus comentários abaixo e compartilhe suas experiências conosco!

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