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O contador precisa conhecer os diferentes tipos de documentos empresariais, inclusive aqueles que não são obrigatórios pela legislação fiscal. O motivo é que existem alguns registros de contabilidade que podem ser exigidos por outros órgãos, como acontece com a DMPL.

Assim, quando os conhecimentos se restringem às exigências das leis tributárias, o escritório pode se deparar com limitações ao atender clientes. Portanto, é fundamental se atualizar sobre os principais documentos que podem ser necessários para os negócios.

Tem interesse no assunto? Neste post, você aprenderá sobre a DMPL na contabilidade e como elaborar esse documento. Acompanhe!

O que é a DMPL na Contabilidade?

A DMPL se refere à Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido da companhia. Ela é elaborada pela contabilidade para informar as alterações que aconteceram em seu patrimônio. 

Apesar de não ser obrigatória para o cumprimento de deveres perante à Receita Federal, empresas de capital aberto precisam elaborar e publicar a DMPL. Essa é uma exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), instituída pela Instrução n.º 59/1986.

Entretanto, mesmo para empresas que não precisam do documento, ele pode ser útil para auxiliar na definição de estratégias e tomada de decisão. Isso porque as demonstrações contábeis podem evidenciar problemas, possibilitando o desenvolvimento de soluções. 

Qual é a finalidade da DMPL?

Essa demonstração tem um papel essencial para mostrar como as reservas originais da empresa foram utilizadas. Assim, ela traz informações financeiras e contábeis mais completas sobre o negócio. 

Ademais, apresenta o impacto de diversas práticas no patrimônio empresarial, como:

  • prejuízo líquido do exercício;
  • reavaliação de ativos da empresa;
  • subscrições e integralizações no capital;
  • ajustes de exercícios anteriores;
  • distribuição de dividendos.

O documento também pode incluir elementos que não tenham impactos no patrimônio da empresa, mas ainda tragam movimentações. É possível perceber isso quando há o uso de reservas para aumento de capital ou para compensação de prejuízos, por exemplo. 

Por que a DMPL é importante para a empresa?

Como você viu, a DMPL é exigida pela CVM para as empresas de capital aberto como requisito para negociar os seus papéis. Ou seja, as companhias que pretendem vender suas ações na bolsa de valores para arrecadar recursos, precisarão apresentá-lo.

Essa exigência visa trazer mais segurança para os investidores. Afinal, antes de escolher em quais companhias investir, é comum que eles façam uma avaliação aprofundada dos seus fundamentos. Isso engloba diversos documentos contábeis, como o Balanço Patrimonial e a DMPL.

Ainda, por meio das informações levantadas o investidor tem acesso a indicadores que podem demonstrar o potencial da empresa. Logo, os dados se tornam essenciais para a tomada de decisão e podem ajudar a companhia na atração de interessados.

Mesmo depois da aquisição de ações pelos investidores, os documentos se mantêm relevantes. Nesse caso, eles podem ser avaliados visando embasar decisões de venda ou aquisição de mais ativos, por exemplo. 

Outra questão importante é que a apresentação da DMPL dispensa a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA), pois ela abrange essas informações. Isso evidencia outro motivo para que seja elaborada seguindo as exigências legais.  

Como a DMPL deve ser elaborada?

A instrução da CVM inclui um modelo que deve ser observado na elaboração da DMPL. Ela consiste em uma tabela, que deverá conter os seguintes itens:

  • descrição das mutações;
  • capital realizado atualizado;
  • reservas de capital;
  • reservas de reavaliação;
  • reservas de lucros;
  • lucros ou prejuízos acumulados;
  • ações em tesouraria;
  • total do patrimônio líquido.

No entanto, a estrutura utilizada pode ter variações conforme o modelo desenvolvido pelo escritório de contabilidade, desde que atenda aos requisitos legais. Confira um passo a passo para fazer a DMPL:

Crie o modelo desejado

O primeiro passo é criar um modelo que será utilizado como base para a DMPL. Ela deve indicar todas as informações, incluindo saldos anteriores e atuais, reservas, dividendos e outros dados. Um ponto importante é fazer divisões que facilitem a compreensão.

Uma dica que pode ajudar é adaptar a tabela que consta na instrução da CVM, pois ela abrange todos os itens obrigatórios. Assim, não há riscos de que o documento deixe de seguir a estrutura necessária. 

Adicione os saldos de abertura

Após estruturar as colunas e linhas, relacionando todos os dados exigidos, inclua os saldos em 31/12. É preciso observar o balanço final do exercício anterior para encontrar o total. Essa será a base do comparativo das variações patrimoniais.

Inclua as mutações do patrimônio

Depois, é hora de listar todas as variações que aconteceram em cada conta durante o período. O ideal é que cada linha da tabela indique uma delas, como reservas, dividendos e destinações do lucro. Ao preencher a tabela, é preciso somar ou subtrair cada variação.

Verifique o total

Com tudo preenchido, basta fazer os cálculos para determinar os resultados em 31/12 do exercício atual. Todos os resultados são acrescentados na coluna referente ao total, que indicará o total do patrimônio líquido. 

O que muda em relação à Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC)?

Uma dúvida comum sobre a DMPL trata de sua diferença em relação à DFC. Ambas são importantes, mas cumprem funções diferentes. O controle do fluxo de caixa apresenta todas as entradas e saídas em um período.

O documento é obrigatório para todas as empresas de capital aberto, além das que apresentarem um patrimônio líquido superior a R$ 2 milhões. Porém, é mais focado nas movimentações de dinheiro da empresa.

Por sua vez, a DMPL traz informações financeiras mais completas, permitindo uma avaliação por gestores e investidores sobre o equilíbrio das contas. Dessa maneira, é fundamental que o escritório de contabilidade esteja preparado para elaborar as demonstrações.

Nesse caso, uma dica importante é ter um sistema adequado para auxiliar na gestão de documentos e informações. Com uma plataforma especializada para contadores, é possível facilitar o compartilhamento da documentação e dos dados necessários para elaborar os demonstrativos.  

Assim, você terá mais facilidade para realizar as atividades e ainda apresentará diferenciais no atendimento ao cliente. Portanto, pesquise ferramentas adequadas para oferecer o suporte que o seu escritório precisa. 

Agora que você já sabe o que é DMPL na contabilidade, estude os modelos para implementar em seu escritório. Isso é essencial para conseguir atender às demandas de diferentes perfis de clientes e desenvolver um negócio contábil de sucesso!

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